quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O amor e a loucura!


A Loucura resolveu convidar os seus amigos para sua casa.
Todos os convidados aceitaram e compareceram. Após café a Loucura propôs:
- "Vamos brincar as escondidas?"
-"Escondidas? O que é isso?" - Pergunta a Curiosidade.
-"É uma brincadeira. Eu conto até 100 e vocês escondem-se. Quando acabar vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar. "
Todos aceitaram menos o Medo e a Preguiça.
-" 1.2.3..." começou a Loucura a contar.
A Pressa escondeu-se primeiro num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava local para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e escondeu-se perto dele. A Loucura continuou a contar... E o Desespero estava desesperado pois não conseguia esconder a sua insatisfação por não se conseguir esconder.
- "99... 100 - Vou procurar... " Gritou a Loucura.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, pois não aguentava mais, queria saber quem seria o próximo a ser encontrado. Ao olhar para o lado a Loucura viu a Dúvida em cima de um muro, sem saber se deveria ir para um lado ou para o outro. E assim foram aparecendo...a Alegria, a Tristeza, a Timidez, o Triunfo...
Quando estavam todos reunidos a Curiosidade perguntou:
-"Onde está o Amor?"
Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procura-lo em cima da Montanha, no rio, debaixo das pedras, nas árvores e nada. O Amor não aparecia. Procurando por todos os lados a Loucura viu uma roseira, tirou um pauzinho e ouviu, entre os galhos, um grito. Era o Amor a gritar por ter furado o olho com um espinho. A Loucura não sabia o que fazer, pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo sempre. O Amor aceitou as desculpas.


Hoje... O AMOR é cego e a LOUCURA acompanha-o sempre.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Conto de fadas

Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o ungüento
Com que sarei a minha própria dor.
Os meus gestos são ondas de Sorrento…
Trago no nome as letras duma flor…
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento…
Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é de oiro, a onda que palpita.

Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez!
Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A princesa de conto: “Era uma vez…”(Florbela espanca)

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Vida



Já perdoei erros quase imperdoáveis,
tentei substituir pessoas insubstituíveis
e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso,
já me decepcionei com pessoas

que eu nunca pensei que iriam me decepcionar,
mas também já decepcionei alguém.

Já abracei pra proteger,
já dei risada quando não podia,
fiz amigos eternos,
e amigos que eu nunca mais vi.

Amei e fui amado,
mas também já fui rejeitado,
fui amado e não amei.

Já gritei e pulei de tanta felicidade,
já vivi de amor e fiz juras eternas,
e quebrei a cara muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos,
já liguei só para escutar uma voz,
me apaixonei por um sorriso,
já pensei que fosse morrer de tanta saudade
e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo).

Mas vivi!

E ainda vivo!
Não passo pela vida.
E você também não deveria passar!

Viva!!


Bom mesmo é ir à luta com determinação,
abraçar a vida com paixão,
perder com classe
e vencer com ousadia,
porque o mundo pertence a quem se atreve
e a vida é "muito" para ser insignificante.(Augusto Branco)

POETISA


Poetisa eu quis ser,pra saber falar da beleza da flor e dos bosques,do aroma e magia que mora em cada pétala com todo seu singelo esplendor.Saber  falar da beleza da terra,dos rios e mares com seus mistérios,lenda e encanto...até falar de sereia que canta e encanta.Queria ser poetisa pra saber falar das estrelas com todo seu brilho,encanto e mistério,falar da beleza da lua que é tão serena e romântica que as vezes parece sorrir para mim.Falar das nuvens que dançam no meio dos meus devaneios.Poetisa eu quis ser  pra saber expressar minha dor...que as vezes dói dói sem razão de ser.(Libélula)

Minha culpa


Sei la’! Sei la’! Eu sei la’ bem
Quem sou? Um fogo-fatuo, uma miragem…
Sou um reflexo… um canto de paisagem
Ou apenas cenario! Um vaivem

Como a sorte: hoje aqui, depois alem!
Sei la’ quem sou? Sei la’! Sou a roupagem
De um doido que partiu numa romagem
E nunca mais voltou! Eu sei la’ quem!…

Sou um verme que um dia quis ser astro…
Uma estatua truncada de alabastro..
Uma chaga sangrenta do Senhor…

Sei la’ quem sou?! Sei la’! Cumprindo os fados,
Num mundo de maldades e pecados,
Sou mais um mau, sou mais um pecador…

Florbela Espanca

Vaidade


Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo…
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho…

E não sou nada!…

O poeta!


O poeta é um fingidor. Finge tão completamente. Que chega a fingir que é dor. A dor que deveras sente.Fernando pessoa